segunda-feira, 7 de junho de 2010

VERDADES

O planeta balança nossa vida, amores e valores também... tudo balança.. tudo muda o tempo todo. Já tentaram dançar rápido uma valsa ou dançar funk no ritmo de valsa? Não dá. O DESCOMPASSO É EVIDENTE. Às vezes me sinto assim: sobre um descompasso temporal, então lembro que posso RESPIRAR... RESPIRAR/ACEITAR O MOVIMENTO /RESPEITAR-ME E RESPEITAR O OUTRO. Respeitar o ritmo das coisas. O ritmo do balanço da vida em mim e no outro em todos os lugares. Às vezes quero correr. Fazer muito, muito mesmo! Outras vezes, quero ficar prostrada no sofá. Então olho lá fora a vida. E olho aqui dentro a vida também.
Qual é o ritmo? Qual é a dança de hoje? Valsa ou funk? E eu: estou brigando com a vida ou dançando no seu balanço maternal? Fico mesmo pensando nesta nossa profissão: professora. Como ensinar respeito a quem nem se quer se respeita? Como dividir com os colegas o amor, se os mesmos esqueceram onde ele está?
Nossa profissão pede socorro! O planeta balança! A política, a economia muda, tudo muda a nossa volta e nós, educadores, lá num redemoinho entre o passado, presente e o futuro da escola pública.
Onde estamos? Onde realmente queremos estar? Onde?

Extraído do livro Dimensão da Comunicação

sexta-feira, 4 de junho de 2010

OS COPISTAS

Nossa escola é ótima, perfeita em formar alunos que aprendem rapidamente a arte de copiar. Eles adoram ficar parados horas apenas copiando sem pensar em nada ou pensando em tudo.

Com o advento da tecnologia lançaram os mp3, mp4, mp5 etc. Então, eles podem prazerosamente copiar enquanto escutam música. Isso não é fantástico! Não na terra chamada Escola.

Há uma guerra entre a tecnologia e a escola, que luta bravamente para permanecer nos seus moldes, ou seja, o aluno sentado calado concentrado e copiando da lousa verde escrito com GIZ de difícil leitura, à propósito, sem imagens ou cor.

Que situação infeliz é a nossa querer manter o tempo parado. Digam-me é possível não avançar no tempo? Vejo professores resistindo bravamente a toda e qualquer modernidade, PC, mp3, até mesmo tipos de músicas. Eles ficam lá na escola carregando suas sacolas pesadas de todo tipos de preconceitos e ensinando isso. O que é verdadeiramente o preconceito? Que é muito mais além da cor ou credos.

Ainda bem que agora temos os índigos que chegam aos milhares detonando tudo. Fazendo um trabalho de bombardeamento de tudo isso. Eu me divirto com eles e suas estripulias, suas intervenções nos métodos dos professores e sua capacidade tecnológica invejável. Suas caras de alegria mediante a situação de estresse.

Os copistas são aqueles que não brigam mais, desistiram de si e de nós. São na maioria falsos, porque lhes foi ensinado a serem falsos na escola, dizem que gostam do professor e na verdade nem gostam. Apenas fazem exatamente o que SISTEMA espera deles. Estes são minha grande preocupação, como fazer sair desta hipnose de frustração e medo?

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ásana: Arte Divina

Hermógenes inicia em Autoperfeição com Hatha-Yoga as explicações dos ásanas, com o detalhamento da Saudação ao Sol. Porém, sua introdução e perspectiva sob os ásanas é tão importante, significativa e fundamental, que devidamente aplicada à prática, amplia o sentido da mesma, especialmente da Saudação. Assim, em seu texto, ele não aprofunda mais detalhes sobre o foco da consciência durante sua execução, porque o faz e detalha para todos os ásanas. Em outra seção do livro, ele novamente se refere à Saudação ao Sol, para indicar, em uma situação ideal, que se pratique durante a manhã, junto com o canto dos pássaros, como forma de despertar-se para o início da sessão e também de desobstrução das narinas. Podendo o praticante iniciar sua prática do período da tarde de outra forma.

Quando um ser humano cria uma obra de arte, em última análise, exprime seu pensamentos, seu sentimento, seu élan criador, sua inspiração, todo o seu eu, na matéria plasmável, nos sons ou nas cores. Uma obra de arte vale pelas qualidades do espírito que se exprimiu e também pela fidelidade com que a técnica possibilitou tal expressão.

Ao criar artisticamente, o homem assemelha-se ao Criador, e então experimenta infiniutde, perfeição e intensa emoção. algumas artes humanas mais do que outras são capazes de avizinhar o homem de Deus. As que mais se assemelham à divina arte de criar universos são: a) aquelas que consistem em transformar em cosmos aquilo que anteriormente era um caos, tal como Deus o fez; b) aquelas em que o artista está imanente na obra, pois Deus também imanente no mundo; e c) aquelas em que o espírito criador não é diferente da matéria plasmável através da qual ele se expressa, pois, também Deus, por seu espírito (Purusha), modelou, ordenou e vivificou seu próprio corpo (Prakriti), a natureza.

A arte dos ásanas é por excelência uma das que nos fazem semelhantes ao Criador, pois consiste, quando perfeita, em plasmar “com o corpo” o modelo que amente concebe e o sentimento anima. Quando em ásana, o espírito, que é o obreiro, confunde-se com o corpo, que é a própria obra. O praticante é então causa material e simultaneamente causa eficiente.

Segundo o filósofo brasileiro Farias Brito, o universo é Deus pensando. Em verdade, as leis que regem os fenômenos e a ordem que sustenta sua multifária estrutura imensa nos revelam a mente de Deus. Tanto assim é que se Ele deixasse de pensar no universo, este se extinguiria, retornando ao primitivo caos. Também sob esse aspecto, o praticante de ásanas deve imitar seu Criador. enquanto sustenta determinada pose, deve nela pensar. Deve pensar ou na disposição e estado de seus músculos, órgãos e articulações, ou no modelo mental que expressa, ou nas consequências psicossomáticas dela decorrentes.

...Em resumo, um ásana, apesar de parecer simplesmente uma atitude do corpo, é muito mais do que isso, é uma expressão do homem holístico, manifestando-o em todos os seus níveis: no corpo, no pensamentos, na emoção, na ação, no corpo sutil e no espírito.

Assim como um ásana expressa um determinado estado de alma, reciprocamente, com o aperfeiçoamento desta arte, ao assumir determinado ásana, o praticante é induzido ao estado psicológico a ela ligado, como se fosse um psicotrópico, isto é, algo capaz de mover (trópico) a alma (psiquê).

A arte dos ásanas, com já vimos, é uma imitação da cosmogênese, mas também pode assemelhar-se à dança clássica. Como no balé, seus movimentos são harmoniosos, bonitos, lentos, suaves e leves. Ao iniciar o aprendizado, o praticante não consegue naturalmente movimentação harmônica, devido à rigidez do corpo sem treino. Lentidão, suavidade e elveza também só com o progresso vão sendo alcançadas. Tais atributoas dependem do grau de relaxamento a que se vai podendo submeter as partes anatômicas não envolvidas em cada postura.

Em virtude de admiravelmente afetar a vida orgânica, os ásanas são remédios para muitos males, mas exatamente pelo mesmo motivo, podem também danificar o corpo e acarretar distúrbios, se incorretamente executados, Assim é prudente que o praticante siga as instruções relativas a cada um e que atenda à exata dosagem, prevista nos programas semanais.SURYANAMASKAR OU SAUDAÇÃO AO SOL

Entre os hindus, a “saudação ao sol (Surya é o sol)” é uma reverência ao astro-rei que nasce. Exercício de exótica beleza plástica, constitui preparo para os demais ásanas, em virtude de movimentar as várias seções da coluna, as pernas, os braços e os músculos abdominais.

Autoperfeição com Hatha-Yoga, p. 133

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O QUE É O MOMENTO?

O amanhã se foi e a manhã virá
Trazendo parcas notícias
De um hoje sem importância
Monótono em sua pífia existência

O futuro ainda virá
Cheio de pretéritos sem conjugações
Destituído de segredos a revelar
Conduzidos por passados sem emoções.

Adiante deste futuro estão os sonhos
Serpenteando suas sementes
Sobre almas sem esperança
Sedentas por adrenalina
Impregnada nas páginas em branco

O que trouxe o amanhã
Além de um presente que se ausentou?
E o que trará o futuro
Mais um passado que não vingou?

Num papiro, uma indagação:
“O que é um momento?”
Num pergaminho, uma resposta sem solução:
“Um instante incompleto em busca de minutos”
Que hoje se encontram nas dunas do tempo
E, amanhã, perdidos em ampulhetas sem areia.

* Agamenon Troyan é autor do livro “O Anjo e a tempestade".

terça-feira, 18 de maio de 2010

COMUNICAÇÃO X LINGUAGEM


Vocês já tentaram ir a um determinado país se comunicar sem tentar aprender de maneira alguma a linguagem local? Já imaginaram ir em uma tribo de índios Kaíapos e tentar fazê-los entender você, sem você entendê-los (aceitá-los)?
 
Pois é, na escola somos assim falamos nossa “linguagem” e não nos comunicamos. Nossa “linguagem” não tem palavrão, gíria, nenhuma forma que o aluno normalmente utiliza, ela é a correta. O aluno que está do outro lado da linha tem uma comunicação perfeita para sua localidade e amizade. Um exemplo, às vezes o aluno diz assim: “Professor, eu me chamo Francisco, mas prefiro que me chame de Igor gosto mais” . O professor, imediatamente, o chama de Francisco que é seu verdadeiro nome “linguagem”.

 
Comunicar é ir além sempre. Abrir-se para o outro. É aceitar as várias formas que ela se apresenta. Fico mesmo indignada de ver quanto tempo gasto em livros e cursos e não consigo uma única coisa: comunicar.

 
O que importa a forma que esta comunicação se apresenta, pois ela é a essência do contato. Como podemos ensinar alguém fechado em nossos valores e verdades? O que é errado/certo nesta questão comunicação x linguagem? Repito, o que importa é a forma que ela se apresenta!

 
Na sala dos professores está o altar dos preconceitos. A maioria está sempre estressada pela forma que os alunos falam, ou pela forma que os alunos se dirigem a eles com seus jeitos. Eu como sou desbocada, “louca”, fico lá repetindo estas formas linguísticas dos alunos, porque afinal estou aprendendo.

 
Eu não me importo a bagagem sócio/cultural do aluno, porque não tenho a pretensão de concertar pessoas. Tenho a intenção simples de me comunicar afetivamente, abrindo um espaço interno entre eles e eu, até estabelecermos vínculo afetivo. E aí somos professor e aprendizes, simultâneamente. Hora sou professor, hora sou aprendiz.





Texto extraído do livro Dimensão da Comunicação
Ivone 

sábado, 8 de maio de 2010

Realise

A Educação transformadora passa pela  comunicação afetiva
“Dimensão da Comunicação é arte de ser gente. De brincar e ser feliz!” Assim a escritora e educadora, Ivone Gonçalves, define a alma de seu livro Dimensão da Comunicação – Um olhar sobre a educação de uma professora da Rede Pública, que relata sua experiência ao longo de 22 anos em sala de aula, além de apresentar projeto que mostra nova metodologia de comunicação entre professor aluno.
Para a escritora o objetivo é mostrar novos rumos à funcionalidade no ato de se comunicar. “A grande problemática da educação está na comunicação. Eu sempre buscava ferramentas para melhorar o conteúdo em sala de aula, no entanto, percebi que o grande nó estava em mudar a  maneira de passar a informação”.
 Segundo Ivone é possível resgatar a essência do professor em um mundo repleto de diversidade. “

 A instituição escola está danificada com tantas ações que mostram resultados negativos, mas, é possível dar um passo: o resgate do professor com ele mesmo. Quando o educador sentir o significado real de sua função, a escola toda muda, toma ciência do seu compromisso com o ser humano que está do outro lado, chamado aluno.”, enfatiza a educadora e ainda ressalta, “quando a comunicação afetiva funcional acontecer a escola muda de 0 para 100 em qualidade.”
Explicando sobre a metodologia da comunicação afetiva funcional, Ivone afirma que este modelo passa pelo sentimento de amor real e positivo. “ Com o mundo que temos hoje, o educador deve ter uma visão holística do seu papel, amar-se para transmitir amor e conhecimento. Quando chegarmos neste ponto, haverá a transformação tão esperada no segmento educacional”
Quando questionada da vocação de um educador, Ivone é enfática. “Nossa função é de trazer almas à luz do entendimento. Não importa o contexto. Não adianta apontar a responsabilidade para o currículo escolar, para os dirigentes de ensino, para o Governo. Não há nada de errado com o currículo escolar, como também, não há nada de certo porque não exerce vida na vida da criança. Quando o contato entre professor e aluno mudar, qualquer currículo é funcional”.

Fones da autora : (13) 3231 1430 (13) 9197 4999
e-mail : ivoneterapia@hotmail.com