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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Inicio do ano.



Rampa de acesso a escola em reforma.





Reunião de planejamento





Primeiro dia com os alunos. 
Todos os anos sempre tenho dúvidas de como iniciar. Qual seria uma boa dinâmica?Neste ano eu peguei três salas de 5° séries, duas salas de 6° séries, sexto e sétimo ano, nesta nova modelagem escolar, sendo assim, os alunos são novos para mim, porém já se conhecem entre si. 
Optei por um autorretrato onde após um desenho de si mesmo o aluno vem à frente e explica o que desenhou, ou seja, apresenta-se.A intenção é mais descontração do que apresentação.







sábado, 4 de junho de 2011

Pedagogia da presença






Construímos nossa sociedade a partir da exploração, física e/ou psicológica do outro. E alguns de nós assim agem com uma tranqüilidade (ou estupidez, ou uma ignorância) incompreensível. Há, inclusive, quem exerça tais violências em nome de Deus – como se Deus pudesse ser medido no sistema métrico humano. Mas, tenho certeza, isto todos/as os/as senhores/as já sabem.

Preciso acrescentar, entretanto, e ainda que rapidamente, outra dimensão – maior ainda – da violência que homens e mulheres cometem contra homens e mulheres. Bilhões de seres humanos, ainda no ventre materno, são condenados à morte. Geralmente são africanos, são asiáticos, são latino-americanos – são brasileiros. Há também norte-americanos e europeus, embora em menor proporção.

Estas crianças, que teimam em nascer, são filhos e filhas da classe trabalhadora – classe à qual nós pertecemos, não podemos esquecer disto –, estão em nossas escolas e dependem dela para driblar a pena de morte à qual estão, por nascimento, condenadas. São os ‘matáveis’ que sentam nas carteiras das escolas públicas (anti-anatômicas) e semeiam esperanças porque, desde cedo, aprendem que precisam arar a terra se quiserem colher o pão. São meninos e meninas de barriga vazia que se queimam em nossas salas de aula (sem ventilação) aguardando a “hora da merenda”: grande parte das vezes, a primeira ou única refeição do dia. E ainda há quem defenda a broa e a bolacha com suco (?). São moças e rapazes humilhados nas filas de ônibus, nos postos de saúde, na espera por um emprego, na condição de pedinte, na marginalização a que também são submetidos.

Milhares de crianças morrem de fome diariamente. Centenas de milhões dormem nas ruas. Outras tantas são prostituídas porque precisam ludibriar o estômago. E há um número astronômico de viciados: precisam esquecer a vida, precisam inventar uma fantasia, ainda que estúpida, ainda que suicida.

Todas estas crianças, todos estes jovens e estes adultos sentam-se nos bancos das escolas públicas. Penso que a história de vida deles e delas, o desrespeito e desumanização de que são vítimas representam conteúdos imprescindíveis para a formação da cidadania. NINGUÉM CONSEGUE TRANSFORMAR A PRÓPRIA HISTÓRIA SE NÃO A CONHECE. Este “conteúdo” parece ser um excelente ponto de partida (e de chegada) para as propostas pedagógicas das nossas escolas, para a elaboração de uma escola pública de qualidade social.

Evanilson Tavares de França

Aracaju-SE

etfrancapoti@yahoo.com.br

http://www.cincominutos.org/diversos.htm#Pedagogia_da_presença_