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sábado, 30 de junho de 2012


A Situação Global
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e é causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

Seguindo a sugestão de Berenice Gehlen Adams com algumas adaptações pedi uma produção de texto escolhendo um dos seguintes temas: “Solidariedade “, “consumo consciente” ou   ” degradação ambiental.”                                                                            E enquanto faziam suas produções ouviam “O Sal da Terra”, de Beto Guedes,  como recurso de sensibilização:



Confesso gosto dos alunos.

Às vezes fico na sala dos professores pensando...
Vejo meus colegas de trabalho tão preocupados em provar que os alunos não aprendem por isso ou por aquilo.
Às vezes são rancorosos, às vezes até mesquinhos.
Por mais que eu fale outra linguagem, ou pense diferente, sinto que sou pouco ouvida ou entendida.
Na verdade as justificativas de todos é sempre a seriedade de um trabalho.
Pergunto-me o que é seriedade? Ser serio?
Ter obrigação de ensinar?
Se nisto consiste em esquecer o outro, esquecer o abraço, a ternura, a brincadeira.
Eu confesso gosto mesmo dos alunos.
Acho-os engraçados, estranhos e completamente malucos na construção de seus saberes.
Divirto-me, fico brava também, mas na maioria das vezes saio da escola rindo de algo que foi muito engraçado.
Cada dia tem uma historia diferente, uma novidade.
Às vezes, sou ouvida por alguém, daí acontece algo, e logo escuto na sala dos professores: Não adianta Ivone, fiz isso como você falou e não adiantou nada.
Como podemos compreender  mudança de comportamento num estalar de dedos?
Eu disse a uma professora, uma vez: Se tiver problemas com comportamento chame o aluno para fora da sala com educação e fale olhando em seus olhos, com sinceridade, sem jogo.
Ela em menos de uma semana disse-me : Que tinha feito isso e  nada adiantou, esqueci de lhe dizer :Também escute.
Todo mundo quer resultados imediatos, ou seja, o aluno vai recuperar em uma semana ou um mês, vai entender tudo apenas ouvindo o que a professora esta falando.
Isso não existe!
Nós somos gentes (seres) em construção tanto alunos como professores.
Todos são agentes do saber.
Este saber  se dá o tempo todo, vai a frente avança e retrocede e volta, circularmente sempre.
Assim é o saber, assim são as relações e elas não estão separadas dos saberes.


Ivone Gonçalves Extraído do livro A Dimensão da comunicação , continuando....( não editado) 







domingo, 24 de abril de 2011

Dinâmica de relacionamento

Em uma das dinâmicas de apresentação promovidas pela coordenadora em meados de 2004 que era mais ou menos assim, com um carretel, jogava-se o cordão segurando uma parte da linha, daí todos ficavam com linhas do cordão cruzando em varias direções, a cada um que recebia o carretel tinha que falar de si se apresentar ao grupo e em seguida segurar a linha e jogar ao outro.

Uma dinâmica eficaz, onde mostra que todos dependem uns dos outros e estamos juntos.

Minha surpresa foi, ver uma professora da minha área disciplinar que tinha acabado de ingressar como efetiva e que inclusive com mestrado em educação ambiental.

Responder ao receber o carretel. Eu sou, disse seu nome e continuou, estou aqui e nunca dei aulas antes, passei no concurso e pretendo agora trabalhar na educação.Perfeito até então, se não continuasse seu discurso que me deixou de boa aberta.

Eu não gosto de gente, dizia ela, gosto de animais.

Fiz mestrado em educação ambiental por isso, por não gostar de gente.

Estou em frente à mesma com um sorriso pra lá de amarelo, e com meus questionamentos.

Para gostar de um animal é necessário amar, sentir amor.

Como podemos limitar este amor?

Como podemos definir o amor?

Como podemos ser o impedidor da própria essência de Deus em nós?

Se amarmos as pessoas e não amamos os animais, não estamos sendo completos em e vice-versa.

Como podemos ensinar uma pessoa que já tem um nível de instrução elevada, que sua base existencial tem problemas?

Que o simples esta desequilibrado.!

Como podemos colaborar para que pessoa se encontre dentro de si mesma?

Fiquei atônita alguns segundos e tentando ter meu sorriso cor de rosa de volta. Depois deste evento tentei me aproximar desta professora e mostrar que os alunos não eram animais e nem animais eram humanos, porém podemos amar igualmente todos.

Não tive muito sucesso, pois na sua testa estava estampado tenho Mestrado e de nada preciso.

Final da historia.

Texto extraído do livro dimensão de ser feliz ( em construção)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Hino Nacional


 

Acho tão engraçado quando na escola obrigamos os alunos a ficarem numa posição respeitosa como o exército em posição de descanso para cantar.
A última vez que participei disso, fiquei observando-os e tive vontade de rir no meio do nosso Hino Nacional.
O professor por uma proposta única e exclusiva sua, pediu autorização para a direção da escola e a partir de um determinado dia e hora da semana os alunos cantariam o Hino nacional.
Cabe aqui uma colocação. Não há nada de errado em cantar o Hino Nacional evidentemente, mas a forma como se conduz a coisa na escola é para lá de engraçado.
Estou lá com uma sala quando fui avisada que deveria ir com os alunos em fila ao pátio da escola.
Lá fomos. Como eu era nova na escola não sabia onde era o lugar que deveria posicionar a fila dos meus alunos. Acabei colocando-os no lugar “errado” pela ordem.
Assim que percebi, pedi que se locomovessem daí eles foram assim bem tumultuados e barulhentos para o local “certo”, sabe como são as caixinhas.
O professor em questão estava lá de pé com uma caixa de som, microfone e CD.
Todos os alunos estavam em fila com seus respectivos professores.
O professor começou com suas ordens chamando atenção, pois não iria admitir (palavras dele) a bagunça.
Senti-me no exército.
Senti-me sendo obrigada a participar de algo que nem se quer fui perguntada se queira ou aceitava.
Imagino os alunos.
Não acho que devemos falar com alunos como se nós professores, fossemos generais e eles soldados.Depois de um sermão sobre comportamento e regras começou a tocar o CD.
Fiquei ali, mesmo contra, colaborando com tudo.
Observei as caras dos alunos.
Vocês podem imaginar ventríloquos.
Eles não tinham nenhuma expressão, percebi também que muitos mexiam com suas bocas fazendo de conta que estavam cantando.
Um deles mais desafiadores ficou de costas em um dos pilares da escola, em posição de protesto, com sua boca fechada.
Os professores o condenaram.
Quase colocou sua vida escolar em risco.
Pergunto-me, que realmente estaríamos ensinando ali?
Sermos patriotas?
A obedecer sem saber por quê?
Os alunos foram definitivamente obrigados a cantar, ou pelo menos fazer de conta.
Para que?
Por que a escola resolveu que aquilo era o certo para eles.
Eu sei que devemos ensinar e cantar todos juntos o Hino Nacional.
Mas também sei que podemos trabalhar em conjunto com os alunos. Falo em dividir há responsabilidade com eles, ou seja, abrir espaço dentro das escolas para conhecer , cantar , e falar sobre o Hino Nacional ,programar e combinar todos juntos.
Dá mais trabalho, porque requer um compromisso com o professor e sua função, requer acertos mais uma vez na arte de se comunicar.
E isto se torna difícil, pois os professores em sua maioria não querem.
Querem mandar e o outro obedecer sem questionar.
Então ,sempre ficamos lá pagando este mico fazendo de conta que estamos cantando ou ensinando algo.

Extraído do livro "Dimensão da comunicação 2

Huliel