domingo, 11 de março de 2012

Pedagogia da alma




Na pedagogia da alma há palavra, linguagem ou expressão caminha firme de braços dados com a sensação.
A intenção de uma palavra ou frase é transparente despindo-se completamente dos jogos verbais.
Uma nova linguagem, pautada na verdade da alma, onde a grosseria deixa seu lugar para o respeito entrar.
Na grosseira temos discursos, onde o discursando só vê a si mesmo.
No respeito encontramos o silêncio que observa e não sente raiva, simplesmente compreende.
Na pedagogia da alma encontramos caminhos da completude e na conversa alimento.
Não requer esforço, nem sabedoria.
Requer intenção, integridade.
Requer olhar para si como um aprendiz.
Requer apenas sentir, e não querer ser, e no pior das hipóteses querer estar certo.
Na pedagogia a alma encontra com seu professor a palavra proferida. Os dois juntos caminham livres para fora de um sistema de regras que limitou a própria linguagem como expressão de alma.
Na pedagogia da alma sentimo-nos humanos ( Hum mano) .
Ivone Gonçalves

sexta-feira, 9 de março de 2012

A arte de viver em paz com a natureza


A pedagogia ecológica pretende  sensibilizar o homem para o fato de que não há fronteiras reais entre sua natureza e a do universo. É a mesma energia em formas distintas.
Quando a humanidade se der conta desse fato, ela se empenhará na preservação do meio ambiente. Pois perceberá que, se não o fizer, estará matando os próprios descendentes, meninos e meninas que não suportarão a atmosfera poluída, rios e lagos oceanos mortos.

Trechos do livro A arte de viver em paz – Pierre Weil


No seminário com o mesmo nome do livro, promovidos pela  querida Lidya Rebouças,  há dinâmica que mais mexeu comigo foi: Pegamos algo da natureza no jardim, em seguida em duplas, passamos ao colega a história daquela semente, galho ou pedra que trouxemos para a experiência, neste momento,   pude perceber o quão estou integrada a tudo que existe, e  quanto cada coisa faz parte desta complexidade  e do mistério que nos envolve. E com a mesma intenção de proporcionar uma reflexão, aumento da percepção e a importância da vida  e da natureza, fiz a mesma dinâmica com os alunos do 6 ° ano. E a  resposta, como sempre, surpreendente.




Eu sou uma planta muito legal , mais tive muita dificuldade porque me arrancaram o galho, já me chutaram.já me pisaram, eles não sabem como doí . Isso me deixa muito chateado,mais um dia pegarão e cuidarão de mim, por isso estou agradecido agora  as pessoas que cuidaram de mim
Jardel Cardos da Silva  6  ano turma B

Eu uma plantinha muito bonitinha venho da natureza.
Eu nasci no jardim de um escola, todos passavam por mim e não me viam até que uma menina me salvou de muitos riscos , por exemplo: de morrer, apodrecer e etc..
Sou muito importante porque gero oxigênio para os humanos.
Eloiza Coutinho Bispo dos Santos 6 ano turma A


Eu uma jabuticaba, roxinha quase estragando, estava lá no caminho , abandonada sozinha.
Quando uma menina de cabelos pretos compridos, me pegou com muito cuidado e carinho, me levou para sala de aula aonde havia aula de ciências . E assim eu fui salvada por uma menina....Que me tirou de muitos riscos como: ser pisada, apodrecer e muito mais
Estefany  6 ° ano turma A


Era uma vez um graveto chamada Larissa , eu nasci em uma grande adorável arvore .
Para mim nascer precisei de um grão para nascer.
Eu precisei de água e um pouco de carinho e amor.
Eu adoro ser um graveto tem muitas flores grudadas em mim. 
Eu sou molhada todos os dias pelas pessoas, é muito legal ser um graveto.

Larissa 6° ano turma A



Sou uma folha cresci em uma arvore de acerola não gosto quando arrancam uma de nós acerolas.
Eu sirvo de guarda-chuva  para os insetos mais a gente não dura para sempre , nos murchamos, caímos e o vento nos leva, dependemos da chuva  para sobreviver, num dia de calor nossa sombra refresca a minha vida é assim....
Kleverson das Chagas Silva  6° ano turma A



São alguns que separei para apreciação de todos .
Depois dizem que educação não tem jeito e é difícil ensinar, ( risos)


Ivone Gonçalves 








Expressando sua paz


Num esforço de viver a paz que desejo ao mundo, criar a consciência de um mundo melhor, faço de minhas aulas uma eterna busca dentro e fora de mim.
Então, ofereci aos alunos do 6 °ano um vídeo que particularmente amo muito.






Depois de vermos o vídeo, pedi que tivessem contato com seu coração e neste contato expressassem sua paz em folha de sulfite.
E assim montamos um pequeno painel no fundo da sala.



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Ivone Gonçalves e a vida continua


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A Origem




Creio que muitos devem estar se perguntando.
O que as mandalas têm a ver com as aulas de ciência? Por isso, agora faço uma curva para explicar a origem.
Em março de 2011 comecei meu curso Pós-Graduação em Transdiciplinaridade em Educação, Saúde, Liderança e Cultura de Paz, na UNIPAZ-SP, meu primeiro e profundo seminário foi A ARTE DE VIVER  EM PAZ com Ligia Rebouças, dentre algumas dinâmicas e conversas, senti-me tocada profundamente.
Uma vontade de viver um estado de inteireza de estar plena e integrada ao todo, também aceitei dentro de mim um grande desafio, decodificar para os alunos tudo que estou amorosamente recebendo e que definitivamente tem me transformado em um ser humano melhor.
Percebi que a arte de ensinar consiste em estar presente em um estado de alerta, e atenta ao que é mais importante no momento, ou ao que precede o momento, sentir a energia que flui das pessoas que estão presentes na aula, se esta receptiva, se tem resistências e caminhar observando e agindo dentro dessas energias.
Estar presente, penso que foi a mais significativa transformação que percebi em mim.
Quando não estamos presentes em qualquer que sejam nossas atividades, seja ele um simples banho, lavar louças ou dar aulas como é meu caso, estamos em um estado não consciente, ou zumbi.
Em qualquer tarefa esse aspecto acaba acarretando danos que podem ser físicos ou psicológicos, tanto a nós mesmos como a outrem.
Este aprendizado já faz parte de outro seminário de vital importância A ARTE DE VIVER A PLENITUDE  com Dalila Lubiana e A ARTE DE VIVER CONSCIENTE com Elizabeth Richard.
Estar plena é estar consciente da sua importância e da importância do outro na relação, seja ela profissional ou não, amistosa ou não.
No seminário do O Feminino e a Cura com Dr. Eliezer Berenstein, pude compreender com profundidade o sagrado feminino que me valeu além de uma pesquisa buscar caminhos da autocura.
Deste seminário eu montei slides, onde convido os alunos a compartilharem dessa idéia, e o resto e com eles, pois, cada um é dono de sua historia, neste contexto meu trabalho  consiste em apresentar o assunto. Assim como quando o assunto me foi apresentado, senti-me tocada de tal forma que fui buscar mais e mais. Permito ao aluno o mesmo, apresentando o assunto, abrindo para um dialogo aberto e franco e o resto é com ele.
Menores ou não, são donos de sua historia e se tem outra coisa que não faço é empurrar minhas verdades goela abaixo.
Penso que caminho para dentro e para fora de mim assim como ofereço isto aos alunos.
As mandalas chegaram com a Dulce Magalhães no encontro com o Roberto Crema o reitor da Universidade,  em Re-visões do Humano e do Mundo, um seminário.
Ao lado dela, no palco, contemplando as informações de Roberto Crema observei a mesma confeccionando mandalas.
Fiquei apaixonada pela arte de  fazer mandalas.
Comecei por conta própria um álbum, pude observar que junto ao meu crescimento interior que minhas mandalas também vão se transformando.
No seminário, Filosofando sobre as muitas visões de mundo, com a própria, pude mostrar meu álbum e ter um dedinho de prosa.
Soube que cada mandala equivale a mil livros,  e é uma arte do inconsciente, que ao ser colocado para fora é consequentemente curado.
Neste ano, quis experenciar com os alunos a conhecer-se por dentro, proporcionar a oportunidade da ecologia interior e  caminharmos para ecologia social que é minha meta para o ensino de ciências deste este ano de 2012.
Quando solicito ao aluno fazer mandalas, trago-lhe uma oportunidade de aprender a se focar, abrir seus canais de criatividade e além disso, trazer seu inconsciente para fora se curando sem necessariamente saber do que se trata.
Faremos muitas mandalas durante o ano, porque isto não ocorre apenas fazendo uma, é preciso fazer varias.
Ainda estou no começo desse audacioso trabalho.                                Na experiência com as mandalas houve grande aceitação e motivação, há muita alegria em fazer, mesmo para os mais dispersos.
Tem meninas que já compraram um caderno ou uma pasta para fazer um álbum, pois, conto minha historia com a mandalas e mostro meu álbum de longe, para evitar à tendência à cópia. Fiquei surpresa quando soube, por elas, que estavam motivadas em continuar fazendo mandalas, teve uma das alunas que disse que em sua casa todos fazem inclusive o pai. Isto de fato não tem preço, ser professora é algo singular, único e exclusivo.


 Ivone Gonçalves 






sábado, 11 de fevereiro de 2012

Mais mandalas











Como é possível avaliar tamanha grandeza, qualquer avaliação neste contexto é ignorância brutal.

Ivone Gonçalves 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

As mandalas





Como sou ousada, este ano, mais uma vez, estou me reinventando.
Comecei com construção de mandalas,  com a intenção de ativar  a criatividade, coisa que normalmente não acontece na escola.
Ousadamente sem muitas explicações teóricas, nem filosóficas e muito carinho solicitei aos alunos que entrassem em contato com seu coração e fizessem uma madala, que é um desenho partindo do centro para a fora, pedi que fizessem com calma curtindo cada parte de seu desenho, disponibilizei minhas canetinhas e alguns lápis de cor, setaram em bancadas,  como uma grande mesa cooperativa.



Mostrei algumas madalas que faço, pois, nestes tempos, vivenciei esta maravilha que é a construção de mandalas.
Andei me intuindo que antes de partir para a construção dos Mapas Conceituais, que é meu objetivo, poderia utilizar dessa grande ferramenta como abertura da criatividade e foco, e experimentalmente lá fui eu na primeira , segunda e enfim todas as salas.
A cada sala uma grande surpresa, houve colaboração, aceitação e desenvoltura na construção.
Tiveram muito mais facilidade que uma professora amiga minha que também resolveu fazer.
Veja,  como nós ainda estamos longe de compreender o campo de possibilidades que as crianças tem.






Conversando com um aluno que me pergunta: Minha mandala tá estranha, feia ? respondo. Não, esta linda, não tem bonita nem feia todas são lindas. 
Ele: Todo professor tem essa mania de falar que tudo esta lindo quando não é bem assim , porquê vocês não podem ser mais sinceros. Me responda de verdade, ninha mandala está estranha ?
Eu: Sim,esta mesmo, mas isso não significa que é feia, e você pode melhorar com o lápis de cor.
Ele: Obrigada , agora sim.


É uma dadiva poder participar de tudo isso na vida de uma criança, seja ela pequena ou adolescente.


Ivone Gonçalves





Inicio do ano.



Rampa de acesso a escola em reforma.





Reunião de planejamento





Primeiro dia com os alunos. 
Todos os anos sempre tenho dúvidas de como iniciar. Qual seria uma boa dinâmica?Neste ano eu peguei três salas de 5° séries, duas salas de 6° séries, sexto e sétimo ano, nesta nova modelagem escolar, sendo assim, os alunos são novos para mim, porém já se conhecem entre si. 
Optei por um autorretrato onde após um desenho de si mesmo o aluno vem à frente e explica o que desenhou, ou seja, apresenta-se.A intenção é mais descontração do que apresentação.