terça-feira, 27 de dezembro de 2011
A história de alguns...
domingo, 11 de dezembro de 2011
O trem da escola
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
3° ENCONTRO DA CONSCIÊNCIA ÍNDIGO
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
A Pedagogia Multicolor do Novo Tempo!

domingo, 20 de novembro de 2011
As escolas matam a criatividade
Neste video Sir Ken Robinson aborda algumas temáticas relacionadas com o actual ensino
http://eddomiciliar.blogspot.com/
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
O meu, o seu, o nosso "Mestrado na Vida"
A ERDFilmes tem por objetivo levantar questionamentos para a sociedade e não respondê-los. Querendo contribuir com um ponto de vista diferenciado, em alguns momentos sendo até preconceituosos, não que seja a sua visão, mas assim criando uma dicotomia para poder levantar um debate na sociedade, fazendo vídeos que reflitam um pouco a realidade nacional. Para isso, utiliza a linguagem surreal. Em todo trabalho tenta realizar alguma pesquisa de linguagem ou pesquisa social, tendo como base um aporte acadêmico.
http://www.nomundoenoslivros.com/2011/11/o-meu-o-seu-o-nosso-mestrado-na-vida.html
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
QUANDO A ESCOLA É DE VIDRO
Continue esta prazerosa leitura e reflexão no link abaixo , vale apena conferir
http://almadeeducador.blogspot.com/
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Alfabetização Ecológica, do que estamos falando?
Miriam Duailibi
“Todos somos membros plenos e cidadãos da mesma comunidade biótica”
(Aldo Leopold)
No advento do século XXI, o avanço da ciência e da tecnologia, sobretudo a da
comunicação, já nos tornou possível saber o quanto e como as ações antrópicas afetam
os ecossistemas e a biosfera. Conhecendo a escala e o volume cada vez maiores da
ocupação do planeta pela espécie humana seria absolutamente temerário não tomarmos
consciência de nossa condição de seres planetários para muito além das divisões em
nações, tribos, raças, credos, etnias, classes sociais, cultura, língua, política.
O grande desafio que se coloca é responder a questão: Como vamos viver à luz do fato
de que estamos todos entrelaçados em uma única e indivisível comunidade de vida
altamente ameaçada pela enorme proporção que assumimos e por nossa absoluta falta
de cuidado?
O processo civilizatório instituído no Planeta pela espécie humana nos últimos
10 000 anos, instaurou uma verdadeira máquina de destruição que vem crescendo em
progressão geométrica.
Foram marcados por uma visão antropocêntrica de mundo, pelo desconhecimento da
condição ternária (indíviduo/comunidade/espécie) do ser humano e pelo rompimento de
sua ligação com a natureza.
A palavra ecologia, vem do grego óikos que significa casa, lar, ecologia, portanto, é a
ciência da administração do Lar-Terra, da Pacha-Mama, grande mãe, como nosso
planeta era designado nas culturas andinas, ou de Gaia, organismo vivo, como era
chamado na mitologia grega e também o é na moderna cosmologia.
A palavra educar vem do latim Educere (extrair conhecimento).
Nas próximas décadas a sobrevivência da humanidade vai depender da nossa
ecoalfabetização, ou seja, de nossa habilidade de extrair conhecimento da natureza,
entender os princípios básicos da ecologia e de viver de acordo com eles. Para tanto, a
educação das atuais e próximas gerações para a compreensão dos paradigmas que
mantém o ciclo da vida faz-se imprescindível.
Quando se estudam os princípios básicos do funcionamento da natureza, percebe-se que
tudo está muito fortemente relacionado. São apenas diferentes aspectos de um único
padrão fundamental de organização que permitiu à natureza sustentar a vida por bilhões
de anos.
A natureza sustenta a vida criando e nutrindo comunidades. Nenhum organismo individual pode existir isoladamente. Animais dependem da
fotossíntese das plantas para suprir suas necessidades de energia; plantas dependem do
dióxido de carbono produzido pelos animais, assim como do nitrogênio fixado pela
bactéria em suas raízes; e juntos plantas e animais e microorganismos regulam toda a
biosfera e mantém as condições que conduzem à vida.
Sustentabilidade, portanto, não é uma propriedade individual, mas sim propriedade de
uma rede completa de relações. Sempre envolve toda a comunidade. Esta é uma
profunda lição que devemos aprender da natureza, mas que se contrapõe ao paradigma
dissociativo e excludente vigente em boa parte de nossa civilização.
Educar para sustentabilidade ou alfabetizar ecologicamente, significa ensinar ecologia
profunda em uma maneira sistêmica e multidisciplinar. Significa conhecer não só
metabolismo natural, estudar os impactos das ações antrópicas no meio ambiente, mas
também o metabolismo social com a natureza, as repercussões dos impactos dos
ecossistemas nas próprias relações sociais, redesenhando as estruturas de classe e poder.
A alfabetização ecológica pressupõe uma visão sistêmica da vida. Sua fundamentação
teórica está baseada na teoria dos sistemas vivos. No entanto precisa ter conteúdos
específicos ou ser uma dimensão fundamentada em princípios e critérios que perpassam
várias disciplinas, ser um espaço de diálogos, de encontros entre os múltiplos saberes e
fazeres.
Alguns teóricos afirmam que se a sustentabilidade está baseada na compreensão dos
ecossistemas, isto é, em ecologia, bastaria que se universalizassem seus princípios,
especialmente nas escolas. Porque então simplesmente não ensinamos ecologia às
nossas crianças, perguntam eles?
Porque a ecologia como tradicionalmente entendida, não contempla as especificidades
da sociedade humana, sua história de produção e distribuição de riquezas.
Nas sociedades humanas são as relações de produção e consumo que determinam as
relações com a Natureza.
A ecologia perde de vista a motivação, as causas e as conseqüências sociais dos
problemas ambientais.
A divisão tradicional das ciências faz com que as relações técnicas sejam estudadas
pelas ciências físicas, exatas e as relações sociais pelas ciências sociais.
Para a alfabetização ecológica, as duas teses não se excluem, ao contrário, se
complementam.
Está alicerçada em uma visão sistêmica da questão, onde as ciências ecológicas e sociais
se encontram com os saberes e fazeres tradicionais, contemplando simultaneamente as
dimensões econômica, social, ambiental, cultural, pedagógica, política e ética da
sustentabilidade.
Educar para uma vida sustentável é promover o entendimento de como os ecossistemas
sustentam a vida e assim obter o conhecimento e o comprometimento necessários para
desenhar comunidades humanas sustentáveis. Na pedagogia da educação para uma vida sustentável, currículo é o conteúdo e o
contexto que dão suporte ao aprendiz para que, de forma criativa, possa desenvolver
comportamentos, valores e a compreensão do mundo.
Com quais competências precisamos nutrir as crianças para prepará-las para participar
integralmente como membros de comunidades sustentáveis?
O desafio dos educadores que adotam esta pedagogia é capacitar seus alunos com
habilidades práticas, analíticas, filosóficas e éticas, despertar nelas um sentido de
admiração e respeito com a natureza para que eles possam redesenhar a presença
humana neste mundo.
Como as escolas podem se engajar significativamente nos temas críticos como o
sistema alimentar, a energia, as bacias hidrográficas, justiça social e ambiental?
Vejamos o exemplo do Centro de Alfabetização Ecológica de Berkeley, na Califórnia
(Center of Ecological Literacy-CEL) que vem desenvolvendo uma pedagogia chamada
de “Educação para Padrões Sustentáveis de Vida”, cujas bases estão na teoria dos
Sistemas Vivos e na sabedoria das populações tradicionais.
O CEL e seus parceiros em todo o mundo compartilham a visão que é preciso promover
uma reforma sistêmica nas escolas, que esta reforma passa prioritariamente pela
compreensão de que o currículo é o próprio lugar onde a aprendizagem se dá, ou seja, é
o ambiente em que a escola está inserida – sua geografia, sua história, a cultura das
comunidades do entorno - que aponta os conteúdos a serem explorados.
Aproximando-se muito de Paulo Freyre, a alfabetização ecológica é uma pedagogia
baseada no local e na participação direta e intensa da comunidade escolar. Alunos,
professores, diretores, funcionários, pais e comunidade, juntos decidem qual projeto
(sempre fortemente relacionado à melhoria da qualidade de vida e do ambiente local)
deverá ser enfrentados naquele ano e, a partir deste consenso, professores passam a
explorar as respectivas matérias.
Alunos de graus mais avançados ocupam-se, por exemplo, da documentação do
processo, da elaboração de um banco de dados, de pesquisas científicas necessárias etc.
São fortemente estimuladas as interconexões com a comunidade local e o respeito à
diversidade. Assim, crianças sentem-se motivadas a estudar a civilização chinesa em um
local onde a imigração desta etnia é bastante presente e interfere no “ecossistema” local
e assim por diante.
Quando a comunidade escolar se engaja profundamente em resolver problemas de
restauração de um ecossistema circunvizinho, um rio, uma subbacia, um lixão, exercita
um capacidade essencial à manutenção da qualidade de vida no planeta: o cuidado com
as diferentes formas de vida.
Uma visão como esta não permite aos formuladores da pedagogia criar um único
currículo que possa ser “exportado” para todo o sistema escolar de um país ou sequer de
uma grande metrópole, uma vez que o respeito às especificidades do meio e da história
local apontarão os conteúdos, as ferramentas e estratégias a serem usadas no processo
educacional. A reforma escolar proposta é um movimento que reflete muito das percepções
sistêmicas articuladas por Fritjof Capra, encorpadas pelo estudo do modo de vida das
populações tradicionais que há séculos habitaram e/ou habitam aquele local. Os espaços
de locução e as instâncias de decisão na alfabetização ecológica têm forte influência do
modo circular indígena de discussão e de busca do consenso. A exemplo das redes
naturais, os povos tradicionais, também tinham sua hierarquia definida pelas habilidades
específicas de cada membro da comunidade, pela capacidade de entender o contexto e
pela complexidade da função atribuída na Rede.
O movimento reconhece a escola em si como um ecossistema do qual o aluno faz parte
e no qual é afetado pelos valores culturais da escola e das comunidades do entorno. As
escolas que estão neste movimento se vêem como comunidades de aprendizagem que
funcionam em redes de relações.
A Alfabetização Ecológica busca por em prática as teorias que a sustentam, aplicar
conceitos da Teoria dos Sistemas, ciclos, fluxos, sistemas aninhados, redes em
planejamento de projetos coordenados que conduzem a resultados tangíveis na
construção de mudanças sistêmicas e sustentáveis na educação.
Sabendo-se que a natureza sustenta a vida por meio da criação ininterrupta de redes,
uma das preocupações mais fundamentais tem sido conveniar escolas exemplares e seus
parceiros em redes de sustentabilidade para estimular a emergência da inovação, como
por exemplo a Rede STRAW – Students and Teachers Restoring a Watershed, que
aglutina mais de mais de trinta escolas e uma centena de professores em torno da
questão de recuperação da subbacia local e da restauração do habitat natural do camarão
de água doce, fonte de renda da população local.
A teoria dos sistemas desenha uma nova maneira de ver o mundo e uma nova maneira
de pensar conhecida como pensamento sistêmico. A partir daí surge uma profunda
mudança de perspectiva: das partes para o todo; da preocupação com objetos para o
concernimento com as relações; do procedimento de se mensurar para o de mapear; da
quantidade para a qualidade; do foco nas estruturas para o foco nos processos.
O Instituto Ecoar para Cidadania tem por missão contribuir com a construção de
sociedades sustentáveis e ao longo de seus 12 anos de atuação vem desenvolvendo
metodologias educacionais para este fim.
No início do novo século, uma série de felizes coincidências nos conduziu ao encontro
da pedagogia desenvolvida pelo CEL, inspirada nas teorias de Fritjof Capra, David Orr,
Jeanette Armstrong, Gunter Pauli entre outros. Ali encontramos uma grande
similaridade com nossas práticas tais como a noção de “pedaço”, o estudo do meio, o
levantamento da história local, os processos participativos, a chamada pedagogia de
projetos, a preocupação com a geração de trabalho e renda, entre outras.
Por outro lado, percebemos como eles tinham avançado em impregnar com
cientificidade suas práticas mais corriqueiras. Uma horta, para a alfabetização
ecológica, não é só um local onde se produz alimentos sem agrotóxicos, para a merenda
escolar e/ou para gerar renda complementar à comunidade, mas o lócus onde se
observam os ciclos e fluxos dos ecossistemas, onde se aprende que na natureza o
resíduo de um espécie é o alimento de outra, onde se vê que a energia vem do sol, se presencia o metabolismo, se percebem as redes, os sistemas que se aninham dentro de
outros e assim por diante.
Surpreendeu-nos ainda mais a eficiência do método no envolvimento dos atores locais,
independente de faixa etária ou de classe social. Uma extraordinária capacidade de
transmitir os padrões que sustentam a vida de forma lúdica e atrativa tornou muito mais
fácil despertar na comunidade local o sentido de pertencimento à uma mesma
comunidade biótica.
Seja em escolas, em comunidades de baixa renda, no meio das ONGS ou das grandes
empresas, as práticas de alfabetização ecológica que adotamos têm contribuído muito no
cumprimento de nossa missão. Por onde passa, esta educação que alia ciências
ecológicas e sociais, história e arte, tem tido o dom de despertar nas pessoas um senso
de admiração e respeito por todas as formas de vida e um, até então desconhecido,
profundo sentimento de comprometimento ao se perceber parte fundante da intrincada e
fascinante Teia da Vida.
Educação para Sustentabilidade.i é Coordenadora Geral do Instituto ECOAR para Cidadania,
da Associação Ecoar Florestal e do Centro Ecoar de Educação para
Sustentabilidade. É professora convidada da Fundação Getulio Vargas e da
Escola de Sociologia e Política de São Paulo, onde ministra o curso de Educação para Sustentabilidade.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Acorda escola
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
MELHOR QUE CRER, CRIAR

segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Movimento de amor e paz
Intenciono aqui deixar não só meus registros como de outros professores do que foi o trabalho e contato com nossa agora ex - vice.
Deixando claro o propósito de uma ação de paz e amor registrados em meu livro em construção “Visões do Mundo”.
A escola é muito mais que as ações burocráticas, porém essas ações quando não refletidas ou respeitadas pode nos prejudicar.
Claudinéia chegou a nossa escola em 2008. Neste momento a escola se encontrava completamente perdida em seu cunho pedagógico, os alunos gritavam se batiam e não compreendiam regras simples como ir ou não ao banheiro.
Todo nosso sistema educacional comprometido e a desordem dando lugar à ordem.
De uma forma sistêmica, porém não agressiva. Claudinéia se fez presente em cada ação, chamando o grupo a reflexão e novas ações.
Nós conjuntamente e em seu comando, que neste momento era como coordenadora pedagógica (PCP) fomos mudando o leme.
Em
Em 2010 o prazer em trabalhar já era refletido em casa movimento do professor em sua prática, houve um avanço comportamental percebidos por todos.
Essa ação gerou um momento prazeroso, criando em alguns momento no conselho de classe/série almoço ou jantar coletivo após o término deste conselho, confraternizando a cada passo, fortalecendo o trabalho em equipe.
A escola teve melhora de resultado no Saresp mostrando o trabalho.
Eu sempre firmo que não somos Saresp, somos escola e escola se constrói no dia a dia.Uma construção sabia do caminho.
Uma escola prazerosa é uma escola que se relaciona afetuosamente.
Responsabilidade e comprometimento da coordenação e dos professores.
Neste aspecto dou meus votos e olhar admirado por esta pessoa que vestiu a camisa mudando o contexto escolar pedagógico.
Porf. Ivone Gonçalves livro Dimensão da Comunicação :editora compacta 2008 ( 1º edição)
terça-feira, 13 de setembro de 2011
UMA EDUCADORA QUE SE TRANSFORMOU

Uma educadora tradicional? Nem tanto! Escolanovista? Será? Moderna? Não sei. Defensora de uma escola popular?
Sim, sim, mas afinal, como ser isso ou aquilo?
Fácil. Um cutucão muitas vezes é o suficiente para que você se mova: para frente ou para tras.
No meu caso, ao me ver deparada com uma sala multietária em 2003, precisei me reestruturar, para não dizer outra coisa.
Foi um grande susto. De repente crianças de 03 a 06 anos em uma mesma sala? em 2003 não havia a inserção das
crianças de 06 anos no ensino fundamental – o que eu acho hoje em dia uma calamidade, mas isso fica para outro artigo.
Quem poderia me salvar?
Os pais me cobrando, a direção cumprindo uma resolução. E agora?
Para um bom entendedor: um risco é Francisco, como diz a minha mãe, logo, “te vira educadora”.
Pois me virei e diga-se de passagem, muitíssimo bem. Fui pesquisar, estudar e encontrei ninguém mais que Cèlestin
Freinet.
Hoje já se passaram 08 anos, desde que me debrucei nesta perspectiva educativa. Sou apaixonada pelo modo como
Freinet via a vida entrando na sala de aula e o modo como ele se relacionava com os seus pares e seus alunos.
Discordem se eu estiver errada após lerem este pequeno texto. É muita amorosidade por parte deste educador e é isto que
quero transmitir:
“Pão e rosas
As crianças precisam de pão e de rosas. O pão do corpo, que mantém o indivíduo em boa saúde fisiológica. O pão do espírito, que você chama de instrução, conhecimentos, conquistas técnicas, esse mínimo sem o qual corremos o risco de não conseguir a desejável saúde intelectual. E das rosas também — não por luxo, mas por necessidade vital. Observo o meu cão. Claro, precisa comer e beber para não ter fome e não ficar desesperado, com a língua de fora. Mas tem mais necessidade ainda de uma carícia do dono, de uma palavra de simpatia ou, às vezes, só de uma palavra; do afeto que lhe dá o sentimento do lugar — o qual desejaria muito grande — que ocupa no mundo em que vive; de correr por entre as moitas ou só uivar demoradamente nas noites de luar, talvez para ouvir ressoar a própria voz, como se ela abalasse magnificamente o universo. As crianças têm necessidade de pão, do pão do corpo e do pão do espírito, mas necessitam ainda mais do seu olhar, da sua voz, do seu pensamento e da sua promessa. Precisam sentir que encontraram, em você e na sua escola, a ressonância de falar com alguém que as escute, de escrever a alguém que as leia ou as compreenda, de produzir alguma coisa de útil e de belo que é a expressão de tudo o que trazem nelas de generoso e de superior. Essa nova intimidade estabelecida pelo trabalho entre o adulto e a criança, esse novo grafismo aparentemente sem objeto, valorizado pela matéria ou pela cor, esse texto eternizado pela imprensa, esse poema que é o cântico da alma, esse cântico que é como um apelo do ser para o afeto que nos ultrapassa — é de tudo isso que vive a criança, normalmente alimentada de pão e conhecimentos, é tudo isso que a engrandece e a idealiza, que lhe abre o coração e o espírito. A planta tem necessidade de sol e de céu azul, o animal não degenerado pela domesticação não sabe viver sem o ar puro da liberdade. A criança precisa de pão e de rosas” (Freinet (2004, p.81 – LIVRO PEDAGOGIA DO BOM SENSO).
http://aprendendoebrincando.wordpress.com/2011/08/08/hello-world/
sábado, 10 de setembro de 2011
Importantes Atividades para Educadores, Pais, Avós e
Importantes Atividades para Educadores, Pais, Avós e
Pessoas Interessadas na Educação Evolutiva!

sábado, 27 de agosto de 2011
Aposentada
Em viagem ao Rio de Janeiro, hospedada em albergue, conheci uma professora Argentina que me disse ao pé da sonoridade da palavra: “Soí Professora humilhada” que na verdade é Rumilhada, uma expressão em sua língua para a palavra aposentada na nossa.
Depois de rir da expressão e finalmente entender que, a Argentina não se referia à humilhada e sim aposentada.
Humilhada seria uma expressão cabível ao olhar interno que muitos temos diante dos nossos alunos e da pressão que a profissão recebe.
Aos 50 anos esta professora segundo ela mesma foi retirada do sistema e hoje viaja o mundo a se divertir e conhecer pessoas.
Ela não se sente humilhada, quando expliquei o que significava humilhada para nós.
Disse-me que se sente com o dever cumprido e feliz por poder viajar.
O desgaste o dia a dia não consumiu sua criança interior que ainda vibra com pequenas coisas como natureza, adolescentes e seus conflitos e diversidade cultural.
Humilhada pode ser uma expressão que leva uma reflexão sobre aposentadoria.
Chegaremos lá humilhadas?
Chegaremos lá saudáveis e com nossa criança interna lúcida?
A resposta está dentro de cada um.Humilhada ou aposentada.
O caminho se constrói no presente
Ivone
domingo, 21 de agosto de 2011
Antepassado

Fui uma pessoa que não cultivei nenhuma tradição ou respeito ao passado.
Muitas culturas espirituais costumam honrar seus antepassados.
Honrar onde nasceu de onde surgiram às idéias pensamentos, honrar a filosofia e historias de tudo, honrar a própria existência.
A revolução índigo veio para quebrar paradigmas ajudando a todos avançar para um novo nível de consciência.
Percebo como índigo adulto que sou que isto nada tem haver com desrespeitar o passado, à consciência que ai esta e principalmente todas as tradições religiosas.
Podemos ajudar na transmutação respeitando a origem das coisas, dos pensamentos e filosofias e depois contribuir para o avanço de uma maneira saudável do ponto de vista evolutivo equilibrado.
Há bem pouco tempo compreendi o quanto é significativo esse estado de honradez a tudo, um estado de aceitação e gratidão, não é preciso concordar, mas é precioso respeitar.
O desrespeito nos coloca como donos do mundo e, por conseguinte queremos que tudo seja como nosso desejo, que nada mais é que nosso desejo, muitas vezes lapidado por raivas e revoltas internas.
Toda mudança que desejamos ao mundo deve em primeiro lugar acontecer dentro de nós,
A paz é um estado antes de qualquer coisa de aceitação plena da impermanência, da ilusão de Gaia.
Do ilusório transitório.
A existência esta evoluindo e evoluímos todos juntos.
De uma consciência para um nível superior da mesma consciência, ou seja, tudo que vivemos e construímos até aqui esta aqui para evoluir.
Destruir, derrotar, quebrar, desonrar é usar do que Hitler acreditou ser o melhor para um povo e equivocadamente não uniu ninguém.
Quebrar paradigmas ajudar avançar no processo conscencial é antes de tudo viver sua paz, ser este estado de mudança para então agir dentro da mesma paz encontrada.
A compreensão caminha junto com a sabedoria.
Ivone
domingo, 14 de agosto de 2011
O Bisturi e o Tear
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Taunay Daniel Quando, em 1958, eu comecei a cursar a primeira série do ensino fundamental (que naqueles tempos chama-se ginasial), todos os alunos usavam uniforme. Tratava-se de uma escola pública de São Paulo, reconhecida pela alta qualidade do ensino que prestava aos seus discípulos. Era um uniforme discreto: jaqueta cinza-azulado, camisa branca e calças grafite (saia para as meninas). Havia um detalhe muito importante na jaqueta, um emblema bordado do lado esquerdo superior onde se costuma dizer que é o lugar do coração. O desenho do emblema representava a idéia de átomo que se tinha naquela época. Eram três elipses, representando três órbitas de elétrons, todos girando em torno de um núcleo. No lugar do núcleo, entretanto, estava desenhado um livro aberto. Era inegavelmente uma idéia interessante, um símbolo muito claro de uma época. Pretendia significar, explícita ou implicitamente, que a ciência clássica havia obtido o grande e definitivo sucesso de compreender e descrever a estrutura mínima da matéria, os micro-tijolos que compõem o Universo. Além disso, naquele emblema do uniforme, o núcleo do átomo era um livro, vale dizer, o conhecimento racional e sistemático que tudo poderia responder e explicar sobre os enigmas do mundo em que vivemos e sobre nós mesmos. Era isso o que nos ensinavam na escola: que havia uma forma única e triunfal de conhecer o mundo. Uma forma objetiva que conduzia necessariamente à verdade, sem nenhuma “contaminação” de subjetividades inconvenientes que só fazem macular o saber cristalino que o racionalismo científico produz. Com isso podíamos nos sentir protegidos e confiantes. E assim eu fui educado, como tantos outros o foram e são até os dias de hoje. Aprendemos a acreditar que existe uma maneira muito superior às outras de abordar e conhecer a realidade. Aprendemos a adotar uma determinada mentalidade, uma espécie de lupa especial supondo que, através dela e somente assim, podemos ver as coisas como realmente são. Essa mentalidade, que podemos chamar de cientificismo, desde há muito se infiltrou em toda a sociedade, quer percebamos ou não. Ela tem uma origem histórica. Nasceu na Grécia antiga e foi se aprimorando e consolidando ao longo do tempo passando por diversas etapas até chegar ao seu grande apogeu em meados do século XIX até o início do século XX. Foi tal o sucesso da ciência em fazer predições e estimular novas tecnologias, que a palavra “científico” passou a ser sinônimo de verdadeiro. Não é raro, mesmo atualmente, ouvir alguém dizer para por fim a uma discussão: “o que eu estou dizendo é científico”! O outro interlocutor da conversa fica paralisado quando é invocado algo tão poderoso como a Ciência. Não é à toa que fazemos apelo à Ciência para justificar todo o tipo de ações na educação, na política, na economia, na saúde, na justiça, na publicidade, na indústria, no comércio, etc. A Ciência tornou-se a grande avalista dos procedimentos em inúmeras áreas da atividade social, desde os mais honestos e bem intencionados até os mais perniciosos. É claro que uma criança (como eu era em 1958) não tinha nenhuma consciência do significado daquele emblema na jaqueta do uniforme escolar. Aquela mentalidade impregnou-se em mim sem que eu percebesse e custou-me muito esforço para livrar-me dela. Foram precisos muitos anos para desvestir aquele uniforme simbólico. O mais curioso é que naquela época a ciência clássica já havia sofrido duros golpes que a removeriam do trono da soberania hegemônica do saber. A Física, a mais ortodoxa entre todas as disciplinas científicas, dava claros sinais, já no início do século XX, de que o método científico clássico não poderia a tudo responder. Mais curioso ainda, é que mesmo hoje em pleno século XXI, com a rainha tendo sido deposta há muito tempo, tudo continua a ser como se ela ainda estivesse governando, como se os habitantes do reino não tivessem sido informados que o trono está vago. Ainda não sabemos que um novo império está sendo constituído e seguimos procedendo segundo o antigo regime. O “Império da Razão” está cedendo lugar para o “Império da Consciência”. Entretanto, a sociedade ainda levará algum tempo para reconhecê-lo, aceitá-lo e para reger-se pelas novas leis. Haverá muita resistência, muito enrijecimento, até que a flexibilidade se imponha. Antes, éramos governados por uma mentalidade de bisturi que dissecava tudo, decompunha o mundo em pequenas partes, via o Universo como um amontoado de coisas separadas e desconexas umas com as outras, inclusive nós mesmos, como se nossa pele fosse uma fronteira bem nítida entre nós e o resto do mundo. Um mundo numérico, discreto, com demarcação precisa de limites. O mundo da verdade. Uma mentalidade que supunha que tudo poderia ser dito e descrito. Na nova era que se impõe, seremos governados por uma mentalidade de tear, que entrelaça tudo com tudo, que entrevê a Unidade em tudo, que percebe o mundo como um organismo sistêmico, que percebe que há algo de transpessoal em cada um de nós que nos une a todos numa consciência única da Vida. Um mundo analógico, contínuo, sem demarcação de limites. O mundo da transcendência. Uma mentalidade que reconhece que o essencial é inefável. Em 1958 tudo isso era ainda muito recente para que pudéssemos nos dar conta. Só quem estava na linha de ponta da pesquisa científica estava ciente das grandes transformações pelas quais o conhecimento iria passar. Meu uniforme e eu acolhíamos sem resistência o emblema simbólico. Tudo leva a crer que o emblema a ser bordado na jaqueta do novo uniforme das escolas do século XXI deverá ser uma Mandala. |